O que é a halitose?

A halitose ou mau hálito não é uma doença, mas indica a existência de uma desordem orgânica local ou sistêmica que precisa ser diagnosticada e tratada. Em estudo realizado pelo Centro de Halitose da Universidade da Califórnia, constatou-se que 60% da população americana apresenta halitose crônica, e que 100% é portadora da halitose esporádica (mau hálito matinal). No Brasil, segundo a ABPO (Associação Brasileira de Pesquisas dos Odores Bucais), 30% da população é portadora de halitose crônica.

O portador da halitose, muitas vezes, desconhece seu problema devido à fadiga olfatória, a exemplo do que acontece com percepção do nosso perfume diário, que após algum tempo, não mais o percebemos. Cabe às pessoas mais próximas ou a um profissional da área de saúde informar sobre o problema, pois, atualmente, existem meios eficientes para o diagnóstico e tratamento deste mal.
 
 Quais as causas e conseqüências da halitose?

Uma das principais causas da halitose é a saburra lingual - formação de um material branco ou amarelado que se deposita no dorso posterior da língua. Esse material fovorece a criação da placa bacteriana na língua, que juntamente com a redução do fluxo salivar, desencadeia a produção de compostos responsáveis pelo hálito forte e desagradável.

Existem mais de 40 causas diferentes para a halitose, sendo que 85% delas é de origem bucal. Fatores sistêmicos como problemas emocionais, renais, hepáticos, intestinais, sinusites, entre outros, podem estar relacionados com a halitose.

O estresse é considerado como um fator agravante, devido ao aumento da liberação de adrenalina, que inibe o funcionamento das glândulas salivares, causando a redução do fluxo salivar.

Pessoas com disfunções respiratórias (respiradores bucais) apresentam um maior ressecamento da mucosa bucal, gerando uma descamação que, se depositada sobre a língua e, após sua decomposição, geram o mau hálito.

Vários medicamentos também apresentam, como efeito colateral, a redução do fluxo salivar, contribuindo, dessa forma, para a formação da saburra e, conseqüentemente, o surgimento da halitose.

Além dessas causas, existe a halitose originada pela putrefação de matéria orgânica e a halitose de origem metabólica, formada por produtos oriundos da circulação sangüínea expelidos na respiração.

Os fatores envolvidos na halitose apresentam um grande potencial patogênico, uma vez que a cavidade oral é a principal porta de entrada para microorganismos causadores de vários tipos de doenças. Além disso, existem fatores sociais (relacionamento conjugal, desenvolvimento profissional e rejeição social voluntária e involuntária) que tornam a halitose ainda mais inconveniente.

O quadro abaixo apresenta algumas das possíveis conseqüências da formação da saburra lingual, principal causadora da halitose:
 

  
 Existe tratamento?

 
O tratamento da halitose é realizado com base no diagnóstico clínico de suas causas, este diagnóstico é obtido por meio de um minucioso exame clínico bucal, feito com o auxílio do halímetro, equipamento que mede a presença de compostos expelidos via oral e nasal.


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